No dia passado dia 29 de Abril, a escritora alemã Barbara-Marie Mundt, acompanhada pela sua cadela Jóia, veio à nossa Biblioteca para se encontrar com os alunos do 7ºAno de Alemão.
Os alunos tiveram oportunidade de colocar algumas perguntas à autora e foi feita a leitura, em Português, Inglês e Alemão, do livro Isabella - um pequeno Cão de água Português. Foi um encontro muito interessante. Todos adoraram a Barbara e a Jóia.
Ser poeta é ser mais alto, é ser maior
Do que os homens! Morder como quem beija!
É ser mendigo e dar como quem seja
Rei do Reino de Aquém e de Além Dor!
É ter de mil desejos o esplendos
E não saber sequer que se deseja!
É ter cá dentro um astro que flameja,
É ter garras e asas de condor!
É ter fome, é ter sede de Infinito!
Por elmo, as manhãs de oiro e cetim…
É condensar o mundo num só grito!
E é amar-te, assim, perdidamente…
É seres alma e sangue e vida em mim
E dizê-lo cantando a toda a gente!
(Florbela Espanca, «Charneca em Flor», in «Poesia Completa»)
Hoje, 21 de Março, Dia Mundial da Poesia, estreia na RTP2 o programa Um Poema por Semana, uma ideia de Paula Moura Guedes.
Durante a semana, o mesmo poema será dito por cinco pessoas diferentes, que têm em comum o gosto pela poesia.
Serão ditos poemas de Sophia de Mello Breyner Andresen, Cesário Verde, Ruy Belo, Fernando Pessoa, Miguel Torga, Sá de Miranda, António Nobre, Alexandre O'Neill, Luís Vaz de Camões, Jorge de Sena, José Régio, António Gedeão, David Mourão-Ferreira, Eugénio de Andrade, Mário Cesariny (a escolha dos poemas é de José Carlos de Vasconcelos.
Faz, hoje, dia 30 de Novembro, 75 anos que o escritor português Fernando Pessoa faleceu.
Fernando Pessoa viveu dos sete aos 17 anos em Durban, na África do Sul, onde estudou e aperfeiçoou o seu inglês. Quando regressou a Portugal, foi tradutor, correspondente comercial, empresário, editor, crítico literário, jornalista e publicitário.
Conhecido pelos seus inúmeros heterónimos, Pessoa morreu em 1935, com 47 anos.
“Mensagem” e “Livro do desassossego”, do heterónimo Bernardo Soares, são as suas obras mais sonantes.
Autopsicografia
O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.
E os que lêem o que escreve,
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve,
Mas só a que eles não têm.
E assim nas calhas de roda
Gira a entreter a razão,
Esse comboio de corda
que se chama o coração.
Fernando Pessoa
Realizou-se, no dia 28 de Outubro, na Escola E.B.2,3 do Parchal, uma acção de formação intitulada “A literacia estatística ao serviço da cidadania: Portal do INE e projecto ALEA – uma primeira abordagem.”
A acção destinou-se aos professores bibliotecários dos concelhos de Lagoa e Silves e foi dinamizada por uma técnica do Instituto Nacional de Estatística.
Esta iniciativa da Rede de Bibliotecas Escolares e do Instituto Nacional de Estatística tem como objectivos desenvolver a literacia estatística nos alunos e divulgar o projecto ALEA- Acção Local de estatística Aplicada.
O Projecto ALEA disponibiliza excelentes recursos digitais que poderão ser utilizados nas Bibliotecas Escolares e na sala de aula.
Chegaram, na 5ª Feira passada, à Biblioteca da E.B.2,3 Jacinto Correia, muitos livros da colecção "Clássicos Portugueses Contados às Crianças", destinados aos alunos do 2º ciclo. Foram oferecidos pelo semanário Sol, que editou esta colecção.
O semanário Sol associou-se ao Plano Nacional de Leitura para propor às escolas de norte a sul do país um concurso no âmbito da leitura e escrita, "Quem conta um conto acrescenta um ponto".
Cai chuva do céu cinzento Que não tem razão de ser. Até o meu pensamento Tem chuva nele a escorrer. Tenho uma grande tristeza Acrescentada à que sinto. Quero dizer-ma mas pesa O quanto comigo minto. Porque verdadeiramente Não sei se estou triste ou não, E a chuva cai levemente (Porque Verlaine consente) Dentro do meu coração.
Se deste outono uma folha, apenas uma, se desprendesse da sua cabeleira ruiva, sonolenta, e sobre ela a mão com o azul do ar escrevesse um nome, somente um nome, seria o mais aéreo de quantos tem a terra, a terra quente e tão avara de alegria.
Tarde pintada
Por não sei que pintor.
Nunca vi tanta cor
Tão colorida!
Se é de morte ou de vida,
Não é comigo.
Eu, simplesmente, digo
Que há fantasia
Neste dia,
Que o mundo me parece
Vestido por ciganas adivinhas,
E que gosto de o ver, e me apetece
Ter folhas, como as vinhas.
LUA ADVERSA
Tenho fases, como a lua
Fases de andar escondida,
fases de vir para a rua...
Perdição da minha vida!
Perdição da vida minha!
Tenho fases de ser tua,
tenho outras de ser sozinha.
Fases que vão e vêm,
no secreto calendário
que um astrólogo arbitrário
inventou para meu uso.
E roda a melancolia
seu interminável fuso!
Não me encontro com ninguém
(tenho fases como a lua...)
No dia de alguém ser meu
não é dia de eu ser sua...
E, quando chega esse dia,
o outro desapareceu...
Cecília Meireles
Não posso adiar o amor para outro século não posso ainda que o grito sufoque na garganta ainda que o ódio estale e crepite e arda sob as montanhas cinzentas e montanhas cinzentas Não posso adiar este braço que é uma arma de dois gumes amor e ódio Não posso adiar ainda que a noite pese séculos sobre as costas e a aurora indecisa demore não posso adiar para outro século a minha vida nem o meu amor nem o meu grito de libertação Não posso adiar o coração.
António Ramos Rosa ( Poeta e ensaísta português, nascido em Faro em 1924)
Realizou-se, no dia 18 de Junho, a Festa de Encerramento do ano lectivo do Agrupamento de Escolas Jacinto Correia. As Bibliotecas do Agrupamento estiveram presentes...
Este livro digital de poemas de alunos das turmas de 7ºA, C e D e 8º B , foi elaborado sob orientação da Professora de Língua Portuguesa Teresa Albuquerque, que contou com a colaboração da Biblioteca Escolar.
Tintim vai para um país nos Balcãs juntamente com um coleccionador de selos. Ambos vão numa viagem de turismo, mas o que Tintim não sabe é que vai assistir ao golpe de estado contra o rei Ottokar IV.
Ode ao Gato Tu e eu temos de permeio
a rebeldia que desassossega,
a matéria compulsiva dos sentidos.
Que ninguém nos dome,
que ninguém tente
reduzir-nos ao silêncio branco da cinza,
pois nós temos fôlegos largos
de vento e de névoa
para de novo nos erguermos
e, sobre o desconsolo dos escombros,
formarmos o salto
que leva à glória ou à morte,
conforme a harmonia dos astros
e a regra elementar do destino.
José Jorge Letria, in "Animália - Odes aos Bichos"
Livro: A Lua de Joana Autor: Maria Teresa Gonzalez
Gostei de ler este livro, porque vê-se como a Joana reagiu à morte da sua melhor amiga e da sua avó.
A passagem mais interessante foi a do fim, porque vejo que a Joana pensa em tudo o que tem feito até ali, e começa a ir a um psicólogo, para tentar mudar o seu comportamento e sair daquela dor tão profunda.
Alunos do 9º C, da escola E.B. 2,3 Jacinto Correia, premiados no Concurso “Ilustração dos Direitos da Criança”
Os alunos do 9º C na Formação Cívica, em articulação com a Biblioteca Escolar, associaram-se às Comemorações do 50º aniversário da Declaração dos Direitos da Criança.
Para assinalar este momento de relevância histórica, a Fundação Pro Dignitate, em colaboração com o Ministério da Educação, através da Direcção-Geral de Inovação e Desenvolvimento Curricular, lançou em Novembro de 2009 um desafio a todas as crianças e jovens, da educação pré-escolar ao ensino básico: Ilustração dos Direitos da Criança.
Os alunos do 9º C, João Martins, Cátia Costa, Rita Jacinto e António Sousa, aceitaram o desafio e fizeram um desenho ilustrando o Artigo 19º (Protecção Contra Maus-Tratos e Negligência - O Estado deve proteger a criança contra as formas de maus tratos por parte dos pais ou outros responsáveis pelas crianças …), tendo vencido o concurso no seu nível de escolaridade.
Participaram neste concurso 42 estabelecimentos de educação e ensino (públicos e privados) envolvendo 497 crianças e jovens, tendo tido o apoio de 65 educadores e professores e tendo resultado na submissão de 118 trabalhos a concurso.
O aluno Kevin Proença (8ºB) recebeu uma menção honrosa na categoria de ilustração, relativamente à sua participação na 6ª edição do Concurso Literário Sophia de Mello Breyner Andresen, promovido pelas Bibliotecas Municipais de Loulé e Lagos.
Muitos parabéns Kevin!!!
Apresentamo-vos as suas ilustrações relativas ao conto "Saga" , estudado nas aulas de Língua Portuguesa:
Não tenhas medo, ouve:
É um poema
Um misto de oração e de feitiço...
Sem qualquer compromisso,
Ouve-o atentamente,
De coração lavado.
Poderás decorá-lo
E rezá-lo
Ao deitar
Ao levantar,
Ou nas restantes horas de tristeza.
Na segura certeza
De que mal não te faz.
E pode acontecer que te dê paz...
25 DE ABRIL Esta é a madrugada que eu esperava O dia inicial inteiro e limpo Onde emergimos da noite e do silêncio E livres habitamos a substância do tempo.
O Dia da Terra foi criado em 1970, pelo Senador norte-americano Gaylord Nelson, que convocou o primeiro protesto nacional contra a poluição.
Esse dia conduziu à criação da Agência de Protecção Ambiental dos Estados Unidos (EPA).
A partir de 1990, o dia 22 de Abril foi adoptado mundialmente como o Dia da Terra, dando um grande impulso aos esforços de reciclagem a nível mundial e ajudando a preparar o caminho para a Cimeira do Rio (1992).
Actualmente, uma organização internacional, a Rede Dia da Terra coordena eventos e actividades a nível mundial que celebram este dia.
Na passada segunda-feira, dia 12 de Abril, realizou-se, na Biblioteca Municipal de Loulé, a fase distrital do Concurso Nacional de Leitura, uma iniciativa do Plano Nacional de Leitura em articulação com a RTP, com a DGLB /Direcção-Geral do Livro e das Bibliotecas e com a rede das Bibliotecas Escolares.
Este concurso tem como objectivo estimular a prática da leitura entre os alunos do Ensino Secundário e do 3º Ciclo do Ensino Básico.
Este ano, as obras literárias a concurso foram: “ O Mandarim “ de Eça de Queirós;” O Velho e o Mar” de Ernest Hemingway; “ As Minas de Salomão “ de Rider Haggard ( tradução de Eça de Queirós).
A Escola E.B.2,3 Jacinto Correia fez-se representar pelas alunas Cristina Burdujan do 9ºE e Letícia Thomaz do 8ºA, que tiveram um óptimo desempenho.
Letícia Thomaz foi considerada uma das duas melhores leitoras do distrito de Faro e representará o Algarve na final nacional em Lisboa, no fim do mês de Maio. Boa sorte para a sua participação!
Achei esta história fascinante porque nos dá uma lição de amor entre uma família e o seu cão. É um livro que diverte e emociona.
Marley era um cão muito mal comportado e não era um cão para estar em casa. A sua família aprendeu com ele a amar, de muitas maneiras e feitios.
Joana Cabrita, 8ºB
Livro: Um homem com um garfo numa terra de sopas
Autor: Jordi Sierra i Fabra
Eu gostei deste livro, pois é fácil de ler e é comovente. Para quem não gosta de ler, este é um bom livro.
É uma história sobre Isaac que tenta desvendar a morte do irmão Chema, fazendo tudo o que é possível e mesmo o impossível, até ao ponto de a vida dele estar em risco. Como Chema antes de morrer escreveu uma carta com uma pergunta enigmática, a busca do motivo da morte é mais intensa, pois Isaac também quer descobrir a resposta para essa tal pergunta. Rafaela Almeida, 8ºB
Este livro é fantástico, tem uma história que faz pensar, que faz com que nós voemos para aquele momento.
Foi um dos livros que eu gostei mais. Liliana Gonçalves, 8ºB
Imitem as árvores dos caminhos
que dão flores e frutos
sem complicações.
Mas não queiram convencer os cardos
e transformar os espinhos
em rosas e canções.
E principalmente não pensem na morte.
Não sofram por causa dos cadáveres
que só são belos
quando se desenham na terra em flores.
Vivam, apenas.
A morte é para os mortos!